1930- raça Álvaro Machado

 


 


 

 

 

 

 

 

 

 

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o pau-brasil
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O PAU-BRASIL

O pau-brasil é uma árvore de porte médio e crescimento lento da família Leguminosae, encontrada principalmente na Mata Atlântica brasileira entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia. Seu cerne marrom-avermelhado torna-se dominante somente a partir dos 20 anos de idade.

Durante a colonização, o tipo existente no litoral da Paraíba, pelo clima e composição do solo, era de melhor qualidade do que o encontrado nos demais pontos do litoral brasileiro, conforme trecho da página 6 do "Sumário das Armadas Para A Conquista do Rio Parahiba 1583-1587", relatório enviado à Coroa pelo padre espanhol Christovam de Gouveia, visitador da Companhia de Jesus para toda a Província do Brasil no reinado de Filipe II: "... o pao desta Capitania he o mais e o milhor que se sabe por ser a derradeira deste estado da banda do Norte do qual pao ha nella grandes matas e por ser a milhor mercadoria... o qual he um pao feio avista tem a casca grossa e espinhosa a folha do qual quer parecer de Amieiro he demais importância que o pastel para todas as tintas se darem com elle quase um só pao dar sinco de que a primeira e a segunda são muito escuras a terceira e quarta são as milhores... das outras Capitanias o pao não dá mais que duas tintas. Todo o pao brazil cortando-se arebenta e creçe devagar que pelo menos a mister mais de vinte Annos e ainda não é groço dizem que o pao da Capitania do Parahiba he a mercadoria mais de lei que por todas as outras por não padecer corrução de tempo nem de água antes a do mar ou a fina. Na boca he doce quase como o alcaçuz, por respeito deste pao tratarão e procurarão tanto os franceses permanecer nella o dito parece que basta por hora quanto a esta Capitania do Parahiba..."
(Ler texto completo do Sumário das Armadas)
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A partir de 1750 foi utilizado para a confecção de arcos para violinos violas e assemelhados. Desde então, pela qualidade sonora obtida com seu uso, o pau-brasil substituiu todas as madeiras usadas anteriormente e, até hoje, archetários e músicos não encontraram outra madeira que se lhe assemelhe. "Se é feito com outra madeira, não é um arco" dizem os especialistas. O uso do pau-brasil pelos archetários é feito com a madeira a partir dos 30 anos de idade, quando a rigidez, flexibilidade e densidade lhe dão características para se fazer um arco com curva fixa estabilizada.

Por ser uma espécie considerada em extinção desde 1992, a extração de pau-brasil em florestas é proibida no Brasil. Assim, a Sociedade Internacional de Archetários, com séde na França, investe no replantio da árvore em fazendas do sul da Bahia.

 

 

 

 


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